Um alentejano, que tem um método muito peculiar de caça, sai para o
monte a caçar. Leva com ele uma tranca e um saco. Ao lado de uma árvore vê um pequeno
buraco. Põe o saco de lado, aproxima-se do buraco, grita "UUUhhh!" e põe-se à
entrada do buraco com a tranca nas mãos. De repente, um coelho assoma-se ao buraco e o
alentejano manda-lhe uma paulada. Põe-no no saco e prossegue a caça.
Pouco tempo depois encontra um buraco ainda maior e repete a
operação:"UUUhhh!".
Sai uma raposa disparada e o alentejano prega-lhe uma trancada. Mete o bicho no saco e
segue em frente.
Encontra então uma cova imensa e começa a imaginar o que poderá haver lá dentro.
Põe-se na entrada da cova com a tranca na mão e grita: "UUUhhh!". Sai um urso
enorme e, com muita dificuldade, o alentejano acaba por o matar à pancada. Mete o urso no
saco e, já satisfeito com a caçada, decide regressar a casa.
É então que vê um enorme buraco. Emocionado, o alentejano pousa o saco no chão e
coloca-se à entrada da gruta com os pés afastados e a tranca bem segura entre as mãos.
Assoma-se à entrada da gruta e grita: "UUUhhh!". Passados alguns segundos
ouve-se um som vindo do interior da gruta: - "UUUhhh!"
O alentejano, chateado, coloca-se bem à entrada da gruta, agarra firmemente a tranca e
grita ainda mais alto: -"UUUUUUhhhhhh!".
Do fundo da caverna chega um som ainda mais alto: - "UUUUUUUhhhhhh!".
O alentejano enerva-se, olha para dentro da caverna e, como não vê nada grita a plenos
pulmões: -"!!!UUUUUUHHHHHHH!!!".
No dia seguinte, saía a notícia na primeira página dos jornais:
"Caçador alentejano violentamente trucidado por um comboio".
Um dia um compadre e uma comadre viajam de carro no Alentejo. A viagem
é longa.
A certa altura diz a comadre:
- Ó compadri, não vai levar a mal mas eu tenho de lhe dizêri uma coisa...
- Diga comadre!
- Olhe, compadri, a sua mulher anda a pôr-lhi os chifres!
-Impossível, comadre. A minha mulher é uma santa.
- Pois, olhi que não, compadre. E quer saber mais. É com o meu marido!
- Com o compadri? Não pode ser!
- Pois podi, compadre.
O compadre lamenta-se, chama-lhes falsos, diz que já se não pode confiar em ninguém,
etc..., etc...
Passados uns minutos, a comadre volta-se para o compadre e diz:
- Olhe lá, compadri, não vale a pena estarmos praqui a lamentar-nos. E se nos
fôssemos a vingari?
- Pois vinguemo-nos, comadri!
Pararam o carro, foram para trás de uma moita e ... trufa! trufa!
Prosseguiram a viagem, continuando a perorar sobre a desonestidade humana. Passados uns
tempos, diz a comadre:
- Ó compadri, e se nos fôssemos a vingari outra vez?!
- Vamos nisso, comadri!
Param o carro outra vez e... trufa! trufa!
Retomam a viagem. A noite aproximava-se e já se viam ao longe as luzes de Serpa. Diz a
comadre:
- Ingratos, compadri. E dizêri que já estamos a chegári. Há que vontade tenho de me
vingári outra vez!!!...
Responde-lhe o compadre:
- Ó comadri, eu vingári vingava-me, mas estasse-me a acabar o rancôri...
O comissário da futura Expo-Século XXI no Alentejo convidou o
comissário Torres Campos a visitar a província. Após a tradicional recepção, como
fazia muito calor, Torres Campos perguntou onde se podia beber qualquer coisa.
- Deseja o Sr. Comissário um copo de vinho alentejano produzido de acordo com as mais
sofisticadas técnicas de vinificação e que os franceses tanto nos invejam? - pergunta o
comissário alentejano.
- Não, obrigado. Não bebo álcool - retorquiu-lhe Torres Campos.
- Talvez um sumo daquela fruta produzida nos pomares do Alqueva, símbolo da capacidade
técnica dos alentejanos e que, após ser confeccionada nas melhores unidades de
produção, invade os mercados europeus e mundiais para deleite e pasmo das suas gentes.
- Preferia um chá, se fosse possível.
O comissário olha em volta preocupado, pois não fazia ideia alguma de como obter chá no
Alentejo. Felizmente, um membro da comitiva veio em seu socorro. Conhecia um inglês que
se encontrava de férias em Évora e que tinha o hábito de beber essa mixórdia. Foram
buscar o chá e serviram-no a Torres Campos. Para não ficar atrás, o comissário
alentejano pede também um chá para ele.
Torres Campos pega no saco de chá, mete-o na água da chícara, torna a tirá-lo, torna a
metê-lo, repetindo o gesto várias vezes. O comissário alentejano imita todos os gestos.
Passado algum tempo, como o ritual nunca mais acabava, o comissário alentejano diz para
Torres Campos:
- Se me permite, Sr. Comissário, o meu já está limpo.
E comeu o saco de chá.
Um alentejano foi comprar uma samarra nos saldos de um grande armazém
de Lisboa. Havia imensa gente e o alentejano teve de ir para a bicha. Teve então uma
ideia. Afastou-se um pouco e gritou:
-"Atenção, atenção! No segundo piso vendemos três artigos pelo preço de
um!!"
As pessoas que estavam na bicha sairam todas a correr.
Feliz com a ideia inteligente que teve, o alentejano aproximou-se de uma vendedora.
Porém, parou e pôs-se a pensar: " Ah filho de um cabrão, com uma oferta destas
também vou aproveitar e compro três samarras em vez de uma!".
E foi pôr-se na bicha do segundo piso.
No Alentejo:
- Maria, porque choras?
- É que me levam o mê filho de soldado.
- Oh mulheri, burro como é nã me digas que querias que o levassem de tenente.
-Por que é que os alentejanos fazem amor no campo?
-Porque lhes disseram no planeamento familiar que se se vêm fora não engravidam as
mulheres.
No Alentejo houve um incêndio de origem criminosa numa loja. Quando
chegaram os bombeiros, encontraram um alentejano calcinado, de cabeça para baixo e com um
dedo apontado para a parede. Acharam estranho e, pensando que o homem, antes de morrer,
quis indicar o nome do criminoso, decidiram chamar a polícia judiciária. A polícia fez
todas as investigações e descobriu que o alentejano tinha morrido junto a um extintor no
qual estava escrito o seguinte: "Em caso de incêndio baixe a cabeça e aponte para o
fogo."
-Como se reconhece um alentejano nuns grandes armazéns?
-É o que tenta fechar a porta giratória.
Um dia aterrou um OVNI no Alentejo, permaneceu dois minutos fazendo
recolhas e partiu outra vez porque não encontrou nenhuma forma de vida inteligente.
Um alentejano vai ao médico. Quando se despe, o médico vê que não
tem cuecas. No final da consulta diz-lhe o médico:
- Não leve a mal, mas acho que deveria usar cuecas. Não só são um apetrecho higiénico
como são igualmente quentes.
O alentejano compra as cuecas, vai para o campo e, quando está a trabalhar, dá-lhe
vontade de cagar. Como não está acostumado, esquece-se de tirar as cuecas. Quando
termina a função, olha para trás, não vê merda, e pensa: "Lá que são
higiénicas, são". Volta ao tractor, senta-se e diz:
-Anda! E quentinhas!
Um soldado nortenho faz a viagem de regresso ao quartel de Cascais no
comboio da Linha. O comboio está cheio. Uma "madame" de Cascais viaja num
assento de dois lugares com a cadela ao lado. Diz-lhe o soldado:
- Minha senhora, não há assentos livres. Seria uma grande inconveniência se eu ocupasse
o assento da sua cadela e a pusesse no meu colo?
- Vocês os do Norte são todos iguais! Arrogantes e malcriados! Como pensou sequer que eu
ia permitir tal desaforo?
O soldado continua à procura de lugares livres, pois estava cansadíssimo, e não os
encontra. Dirige-se de novo à senhora de Cascais:
- Senhora, por favor! Já não aguento os meus pés! Estou realmente cansado!
-Típico das gentes do Norte! Malcriados e insistentes!
O soldado já não aguenta mais. Pega na cadela, atira-a pela janela do comboio e
senta-se.
Um soldado alentejano que viaja no banco detrás comenta:
-Típico nortenho! Quando chega a hora de decidir, decidem sempre mal. Votam na direita e
atiram pela janela a cadela errada
Dois alentejanos encontram-se num caminho. Um levava um saco ao ombro.
-Que tens na bolsa? -pergunta o outro.
- Frangos -responde o primeiro.
- Se acertar quantos levas posso ficar com um?
- Se acertares podes ficar com os dois.
- Ah bom, pois... Cinco!
Numa sede dum clube desportivo do Alentejo houve um grande incêndio.
Não deixaram entrar aos bombeiros porque não eram sócios.
Numa família alentejana:
-Mamá, mamá, que boa está a açorda!
-Pois repete filho, repete.
-Mamá, mamá, que boa está a açorda!
Um alentejano vai aos correios e pede um selo. Quando a funcionária
lhe dá o selo, diz-lhe o alentejano:
- Por favor, pode tirar o preço? É para oferecer. |